04 Fevereiro 2012

Imagineers


Um bom álbum de symphonic metal demora em média 5 anos para ser parido.


Nesse momento - e contra todos os percalços ocorridos durante essa longuíssima semana - estou ouvindo pela quarta vez *acho* o novo álbum do Mestre Tuomas Holopainen e sua gangue, Imaginaerum. Numa época de caça aos burladores de direitos autorais, descobri que comprar os álbuns originais tem sua graça. Por exemplo, baixar pela net não me daria o prazer do lindo encarte do álbum. Ele chegou anteontem, mas eu só pude tê-lo em mãos ontem, quando passei na casa da minha mãe. Esta é uma crônica para abstrair da realidade, capisce, portanto não vamos falar da longuíssima e terrível semana que eu tive. Felizmente tenho em mãos alguma coisa com a qual posso fugir um pouco da realidade *como se eu não fosse especialista em rotas de fuga nessas condições...*
Antes que o Imaginaerum chegasse em minhas mãos ouvi muitas opiniões sobre ele de gente que tinha baixado da net. Todas foram unânimes em me dizer que o álbum estava muito, muito bom. Ivan Mendes, colega de trabalho nas particulares, me disse que o álbum estava maduro, melhor do que o Dark Passion Play. Acho que Cecília Tenório, amiga dos tempos áureos da UFPE, me disse que também gostou. Não tenho muita certeza se foi ela que me disse que Imaginaerum  estava parecendo um trilha sonora de algum filme da Disney. Juro que depois de ouvir essa eu fiquei morrendo de medo, especialmente sabendo o quanto o Mestre Tuomas aprecia a Disney. Não procurei saber a opinião de pessoas que costumam acompanhar a banda mais de perto, como Carol Galuppo, por pura falta de oportunidade. No caso da Carol, foi por isso e também por saber que ela anda bem mais empolgada - e com razão - com a turnê do Apocalyptica. E também ouvi, como não poderia deixar de ser nunca, a opinião do meu honey, mesmo que ele diga que a Mestra naituíxxica aqui sou eu. Meu honey me disse que o álbum estava lindo e que eu iria gostar um bocado.
E não é que todos tinham razão?
Eu concordei plenamente com o Ivan. O álbum demonstra bem o amadurecimento do Nightwish. Pela primeira vez eu consegui curtir a voz da Anette Olzon e gostar de verdade dela. Na época do Dark Passion Play, com todas aquelas picuinhas inúteis e comparações com a Tarja Turunen, não dava para perceber o verdadeiro potencial da Anette. É como se as músicas daquele álbum não tivessem sido feitas para a Anette, o que realmente não foi, se a gente pensar bem. Anette foi escolhida para a banda quando o Mestre Tuomas já estava em trabalho de parto do Dark Passion Play, ou seja, ainda havia o ranço da Tarja pairando por ali. Dessa vez, a coisa foi bem diferente. Confesso que fiquei espantada com a voz da Anette, um espanto positivo, para falar bem a verdade. Quando a ouvi em Slow, Love, Slow - que de cara é minha música favorita desse álbum - a minha cara foi essa ---> :O:O:O *chocada, baby, chocada* E não adiante mais vir com esse papo velhíssimo de 500 anos que "Nightwish sem Tarja é como namoro sem beijo e sem sexo" que não cola. Como eu disse ao autor desse comentário, enquanto professora de História, tenho autoridade para dizer que quem vive de passado é museu. É preciso se desarmar de todas as prevenções e desconfianças e ouvir o Imaginaerum, mas OUVIR mesmo.
E, ouvindo mesmo, você percebe a sonoridade forte e poética de todas as músicas. Você escuta o Imaginaerum num arrebatamento, porque ele arrebata você desde a primeira faixa, Taikatalvi, e te leva assim nesse arrebatamento até o final. E quando Cecília *acho* falou que parece uma trilha sonora de filme, ela está certa, mas de uma forma positiva outra vez. Sobre isso, veja aqui. Eu ouvi Imaginaerum todinho com a ideia de um filme na minha cabeça e quando chegou a última faixa, que dá nome ao álbum, eu  me senti como naquela hora no cinema, em que o filme acaba, os créditos sobem, com uma música ao fundo e o público se levanta para sair. Isso tudo eu vi sentada na sala de casa, tão forte é a impressão.
Falando em poesia, meu honey disse o álbum é épico, lindo. Outro acerto. Eu me arrepiei toda com Arabesque. E fiquei encantada com Song Of Myself.

A song of me a song in need
Of a courageous symphony
A verse of me a verse in need
Of a pure-heart singing me to peace

All that great heart lying still and slowly dying
All that great heart lying still on an angelwing
All that great heart lying stillIn silent suffering
Smiling like a clown until the show has come to an end
What is left for encore
Is the same old dead boy's song
Sung in silence


Essa faixa tem quase 14 minutos e é dividida em quatro partes. A última parte, Love, me fez chorar.

I want to travel where life travels
Following it's permanent lead
Where the air tastes like snow music
Where grass smells like fresh-born Eden
I would pass no man, no stranger, no tragedy or rapture
I would bathe in a world of sensation
Love, goodness and simplicity
(While violated and imprisoned by technology)


(...)
 
How can you "just be yourself"
When you don't know who you are?
Stop saying "I know how you feel"
How could anyone know how another feels?


(...)

Paper is dead without words
Ink idle without a poem
All the world dead without stories
Without love and disarming beauty


Essas palavras falaram com o meu coração, sabe? Eu chorei mesmo, como numa parte particularmente tocante de um filme. Eu simplesmente adorei esse novo trabalho do Mestre Tuomas, ele é exatamente tudo o que disseram que seria. Não me decepcionou em nada, pelo contrário, foi o alento para o momento complicado pelo qual estou passando. Gostaria que ele não tivesse chegado num momento como esse, mas se chegou, foi para tornar a minha realidade mais suportável.

03 Fevereiro 2012

Meu *.*






... review coming soon... ^^

29 Janeiro 2012

Esperando por Imaginaerum



Eu disse que comprei o novo álbum de Nightwish, Imaginaerum? Pois é, comprei. Deve estar chegando na próxima semana. Enquanto isso, vou alegrando minha vidinha com o vídeo do primeiro single, Storytime.